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Dia da Mulher

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Mobilização de servidoras marca o Dia Internacional da Mulher no IFG Águas Lindas

Diversas ações de mobilização visando conscientizar e sensibilizar a comunidade interna e externa a respeito dos direitos das mulheres foram realizadas nesta quarta-feira, 08, pelas servidoras do Câmpus Águas Lindas. A programação contou com a realização de intervenção artística, palestra e debate, além de uma passeata no entorno da instituição.

Na parte da manhã, as servidoras (professoras, técnicas-administrativas e terceirizadas) realizaram uma intervenção artística no curso de extensão Águas Lindas que Protege. Iniciada com uma batucada, a atividade contou com a recitação de versos de escritoras feministas e também com a divulgação de estatísticas da violência contra a mulher: “a cada onze minutos uma mulher é estuprada no Brasil, a cada cinco minutos uma mulher é agredida no Brasil, uma mulher é morta a cada duas horas no Brasil...”, destacou Camila Marques, professora de sociologia.

Para a realização das atividades, o curso Águas Lindas que Protege foi conduzido exclusivamente por homens. Para o professor Eduardo Santos, o Dia Internacional da Mulher precisa ser mais valorizado: “há uma apropriação dessa data, uma distorção dessa data, uma negação da história dessa data, que na verdade surgiu justamente como uma forma da mulher se rebelar, de marcar esse dia como um dia de não aceitação dessa condição da mulher como objeto, como frágil, na verdade é um dia que surgiu como dia de luta da mulher trabalhadora”, enfatizou.

O professor Mauro Gleisson, palestrante convidado do curso de extensão, mencionou a importância das mulheres nas manifestações políticas ao longo da história: “grandes movimentos históricos que a gente comemora, que têm aí o nome de homens a frente, aconteceram por mobilizações do feminino... a Marcha do Pão é o que concorre a Revolução Francesa, porque os homens já tinham se acomodado, e as mulheres falando ‘pode faltar tudo, mas faltar pão para nossos filhos, não’”, explicou.

Mauro ainda ressaltou a influência masculina na construção da história oficial e a luta das mulheres por uma posição mais digna: “a história é escrita pelos homens, mas provocada pelas mulheres”, finalizou, agradecendo o momento de intervenção e a reflexão proporcionada.

Debate

Na parte da noite, os alunos do curso técnico de Enfermagem na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) puderam participar da palestra "Debate sobre a violência obstétrica no Brasil e a relação com o empoderamento feminino", conduzida pela técnica em Laboratório de Enfermagem, Camila Roberta. A atividade contou com grande envolvimento dos alunos, que tiveram a oportunidade de debater a temática e esclarecer dúvidas.

Veja aqui outras fotografias da intervenção artística.

Veja aqui outras fotografias da palestra.

 

Comunicação Social / Câmpus Águas Lindas
[Última atualização: 09/03/2017  18:05]