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IFG estuda parceria com IPP para uso de ferramenta de tradução automática em língua de sinais

Reunião com membros do Instituto Politécnico de PortoEm reunião realizada na manhã de hoje, 15, na sala de reuniões da Reitoria, o Instituto Politécnico de Porto (IPP) (Portugal) apresentou aos gestores do Instituto Federal de Goiás um sistema inovador (Virtual Sign) que criou uma ferramenta automática de tradução em língua de sinais, por meio do uso de avatar.

Coordenadora do projeto, a professora do Instituto Superior de Engenharia de Porto (ISEP), Paula Maria de Sá Escudeiro, explica que o projeto visa dar mais condições de acesso aos conteúdos digitais para surdos e pessoas com deficiência auditiva. Por ser uma ferramenta de tradução bidirecional, ela traduz para a língua de sinais (portuguesa) o que está escrito e vice-versa, por meio da utilização de um avatar. “O avatar traduz para os gestos o que está escrito, em tempo real”, afirma.

O diferencial do sistema, explica a coordenadora, também está na abrangência da ferramenta, que não faz apenas uma tradução direta de palavras e frases, mas leva em conta também movimentos corporais, configuração e orientação das mãos e expressões faciais utilizadas na língua de sinais. “Nós entendemos a linguagem de sinais, sabemos que os surdos não têm a mesma fluidez que nós, que existem as diferenças gramaticais, aprendemos a língua de sinais do início e levamos em conta tudo isso para desenvolver a ferramenta”, diz a professora.

O modelo pode ser utilizado em qualquer língua, seja portuguesa ou brasileira, por exemplo, pois existe um configurador que deve ser manuseado por uma pessoa que domina a língua de sinais do país e essa pessoa vai alimentar o banco de dados da ferramenta com o alfabeto, utilizando uma luva que capta os sinais das mãos por meio de sensores. E caso o banco de dados não possua expressões prontas ou palavras conhecidas, o avatar traduz a palavra letra a letra.

No caso contrário, quando será feita tradução para linguagem escrita, o tradutor processa o texto, efetua as correções gramaticais e traduz considerando a frase ou expressão. “Não é feita a tradução literal e sim de acordo com a língua portuguesa de sinais”, conta Paula. A ferramenta faz ainda integração com programa de computador utilizado em sala de aula, como o power point ou similares.

O projeto pode ir além da sala de aula, explica Paula, pode chegar também aos serviços públicos e demais entidades, como já ocorreu em Porto. “Fomos procurados pela Prefeitura de Porto”, conta. Além da tradução pelo avatar, o projeto criou ainda um jogo educativo (game) para ensinar a língua portuguesa de sinais e também um componente que por meio de uma fotografia de um texto escrito consegue traduzir eletronicamente para a língua de sinais.


Parceria

O objetivo da reunião de hoje, afirma o reitor do IFG, professor Jerônimo Rodrigues da Silva, “é conhecer a ferramenta utilizada e fazermos uma parceria no sentido de darmos continuidade ao projeto, usarmos nossos pesquisadores também”, diz. A ferramenta, informa o reitor, será apresentada aos ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Vice-presidente do IPP, Carlos Fernando da Silva Ramos lembra que há dois anos o IPP e o IFG iniciaram as conversas de parcerias na realização de mestrados e doutorados e agora estão na fase de colaboração em projetos especiais. “É um desafio tentarmos colaborar em algo agora com vertente mais social. O alcance desse sistema é enorme num país como o Brasil. Meu interesse é que esse projeto seja concretizado aqui o mais rápido possível”, finaliza.

Outras duas pessoas participaram da comitiva vinda do IPP, o professor Nuno Filipe Fonseca Escudeiro e Jorge Leonel Borges Lopes, também do Instituto Superior de Engenharia de Porto (ISEP) e que trabalha no treinamento do avatar do sistema de tradução.

Do IFG participaram da reunião o diretor Executivo, Adelino Candido Pimenta, a assessora de Relações Institucionais, Gerley Lopes, pró-reitores de Extensão, Sandro di Lima; de Administração, Ubaldo Eleutério da Silva; e de Pesquisa e Pós-graduação, Ruberley Rodrigues de Souza; a diretora do Câmpus Aparecida, Ana Lucia Siqueira, e servidores desse mesmo câmpus e dos câmpus Inhumas e Cidade de Goiás.


Diretoria de Comunicação Social/Reitoria.